Pioneirismo, Inovação e Tecnologia

Conheça a trajetória do Grupo Neves, que se tornou modelo na alta complexidade, em João Pessoa 

De estagiário na empresa do pai a presidente do conselho do Grupo Neves, o administrador Elmo Assis carrega, nas veias, o sangue de empreendedor nato e, com muito trabalho e dedicação, construiu sua trajetória em empresas, como Novo Nordisk e Elfa Medicamentos. Essa última cresceu como Grupo Elfa, atualmente, conhecida em todo o território Nacional como uma das maiores Distribuidoras de Medicamentos do Brasil, grupo que se consolidou na ética, na governança e na responsabilidade. 

O processo de profissionalização das empresas iniciou-se com a contratação da Deloitte Consultoria, em 2010, ano em que Elmo Assis passou a ocupar o cargo de presidente do Grupo Elfa, implementando as mudanças necessárias para transformação e nacionalização das empresas. Com isso, passou a interagir com os principais laboratórios internacionais presentes no País.  

O sonho de entrar no mercado hospitalar concretizou-se com a compra do terreno, em 2010, onde hoje funciona o Hospital Nossa Senhora das Neves. Em 2016, Elmo Assis inaugurou o HNSN com o objetivo de entregar um serviço de saúde com alta tecnologia, excelência e resolubilidade. Esse projeto já nasceu com a ambição de ser o primeiro hospital acreditado internacionalmente, no Estado, trazendo à cidade um padrão de assistência que antes só estava presente em outras capitais do Nordeste. Para que isso acontecesse, Elmo buscou, em São Paulo, a consultoria do Sírio Libanês (um dos melhores e mais modernos complexos hospitalares do mundo), que deu suporte a todo o processo, desde o planejamento estratégico a desenho de protocolos e início da operação.  

A maturidade obtida com a estruturação do plano foi confirmada por meio de inúmeros títulos e de certificações obtidos nesses quatro anos de funcionamento. “Um fator decisivo para o surgimento do hospital foi a carência de leitos de alta qualidade para atendimento aos planos de saúde. Por outro lado, a população pedia mais leitos de pediatria e de maternidade, além de uma Urgência e Emergência completa”, disse. 

Ainda, ele lembrou que João Pessoa demorou a se modernizar e estava muito atrasada em relação a outros mercados, fazendo com que os pacientes pessoenses procurassem cidades, como Recife e Natal, em virtude da carência de serviços hospitalares especializados. 

Elmo contou que o HNSN já nasceu como um hospital digital, explicando que a tecnologia ajuda bastante a gestão. Entretanto, a maior inovação foram os selos, como Qmentum (acreditação internacional), SRC (certificação internacional em cirurgia bariátrica) e Epmed Top Performer (selo atribuído às melhores UTIs do País), que atestaram a qualidade do complexo hospitalar. “Queremos, cada vez mais, trazer tecnologia atrelada à segurança do paciente e à experiência dos nossos usuários”, informou. 

“A nossa contribuição para o Estado foi a retomada dos transplantes com maior solidez. Já sustentamos os transplantes de órgãos sólidos (fígado, rins e coração) e fomos a primeira instituição, na Paraíba, a realizar o transplante de medula óssea. Depois das acreditações e dos selos de qualidade obtidas pelo HNSN, outras instituições também se movimentaram em busca dessas melhorias, iniciativa que traz benefícios a toda a população assistida pelo sistema de saúde suplementar. Contribuímos para um novo padrão de excelência no atendimento e para melhoria em assistência, na cidade”, destacou Elmo Assis. 

O empresário lembrou que o Grupo Neves está investindo em novas aquisições, na capital, para criar um conceito de verticalização virtual em que os planos de saúde possam contar com uma rede completa, a fim de disponibilizar todos os serviços referenciados com uma única interlocução, garantindo a mesma assistência em diversos pontos e mantendo um padrão de qualidade na assistência única. “Temos interesse em expandir nossos negócios para o Nordeste como um todo, não só para a Paraíba”, anunciou. 

Como as exitosas relações sempre são fruto de muito diálogo, é com essa atitude que o grupo vem apostando, para criar oportunidades de mercado com outras instituições, desde a criação do Hospital Nossa Senhora das Neves. “Quem sabe não vamos sair com algum projeto orgânico (desde a fase embrionária) em outras localidades, no Nordeste! Estamos analisando o modelo de crescimento via aquisição, mas nunca descartaremos a possibilidade de expansão orgânica”, contou Elmo Assis. 

Quem pensa que o HNSN e outros empreendimentos recém- adquiridos pelo Grupo Neves têm injeção de capital estrangeiro engana-se. O núcleo corporativo do grupo, além de ser “made in Paraíba”, ainda, conta com o aporte de recursos de um fundo de investimento criado por quatro famílias brasileiras que trouxeram ao Conselho de Administração mais profissionalismo e uma visão mais estratégica, mas o controle da empresa continua sob responsabilidade dos paraibanos Assis! 

PROJETO DE EXPANSÃO (NOVAS AQUISIÇÕES) – Após o sucesso do HNSN, o grupo fez novas conquistas na capital, como a aquisição do Laboratório Luppa, com objetivo de investimentos em uma estrutura e em equipamentos modernos, além de benchmarking (processo de busca das melhores práticas de gestão da entidade em uma determinada empresa, as quais conduzem ao desempenho superior) com grandes grupos de referência no País.  

“Cerca de 30% dos exames realizados na capital são enviados, para serem processados fora de João Pessoa e, com o Luppa, nossa meta é trazer essa tecnologia para nossa cidade, fazendo com que a coleta permaneça aqui, e os resultados saiam mais rápidos e precisos para os usuários”, anunciou. 

O Luppa será o primeiro laboratório, na Paraíba, com equipamento integrado de química clínica, que incorpora a bioquímica com tecnologia de química seca e imuno-hormônio amplificado. Isso representa um parque tecnológico que, por não consumir água em seu processo, preserva a natureza, reduz o uso de tubos de coleta e otimiza as rotinas de exames. 

 A Unigastro também foi incorporada ao Grupo Neves, contando com novos equipamentos e novo centro de exames, já em construção. 

Elmo Assis ainda falou da aquisição e da expansão do grupo com a Clim, primeira empresa a ser incorporada ao Grupo Neves e transformada: de maternidade para hospital geral, com equipamentos novos e modernos.  

O último movimento do grupo doi a implantação do serviço de Nefrologia: “Para a Nefrologia, estabelecemos uma parceria inédita com a Fresenius Medical Care, instalando no HNSN, equipamentos de ponto e conforto único, no Estado”, informou. O Parque de Terapia Renal Substitutiva do HNSN faz parte de uma rede exclusiva de serviços “full-service” (serviço integral) da Fresenius. 

Com isso, conta com a melhor tecnologia disponível, no mundo, para hemodiálise. Completando todo o ciclo do tratamento da doença renal, integra a Unidade Geral de Transplantes, possibilitando aos pacientes segurança e esperança. 

CIRURGIA ROBÓTICA – O executivo anunciou que está em fase de negociações, para aquisição de um robô cirúrgico, o primeiro equipamento para cirurgia robótica, no Estado, o qual realizará procedimentos cirúrgicos nas áreas de urologia, ginecologia, cirurgia geral e cirurgia de tórax, consideradas as quatro especialidades com maior volume, no mundo, desse tipo de procedimento. 

“Um sonho antigo e próximo a se concretizar. Esse tipo de procedimento, cujo centro mais próximo é em Recife, vai trazer aos pacientes operados no HNSN um melhor resultado e eficácia para os profissionais”, destacou Elmo. 

LUIS RENATO LIVÉRI  

O hospital é sempre um ambiente em que ninguém deseja permanecer, mas se for preciso, o paciente sempre terá com quem contar no Grupo Neves, e quem está de olho na melhor experiência do usuário é a própria Superintendência do Grupo que tem, a sua frente, desde 2019, o executivo Luís Renato Livéri, cujo currículo mostra sua posição no Grupo: a  formação em Administração de Empresas, o MBA na Fundação Getúlio Vargas e o curso OPM (Owner/President Management), realizado  entre 2014 e 2018,  na Harvard Business School. 

Os 22 anos de experiência em grandes corporações, como Sanofi (multinacional Farmacêutica), Ambev (maior empresa de bebidas do mundo) e Grupo Elfa (entre 2011 e 2018) têm servido, para inspirar equipes, para aumentar os seus desempenhos com foco em “gente” e para contribuir com os resultados da certificação GPTW (Great Place to Work) como o segundo melhor hospital, para se trabalhar, no País (2019). 

“Nós temos obsessão por garantir uma ótima experiência do paciente dentro das nossas instituições. Para que isso aconteça, ele precisa fazer parte do processo. Gostamos de ouvir o nosso usuário e os familiares, para isso, temos canais, como a ouvidoria, o monitoramento dos resultados de pesquisa de satisfação, além do Comitê Consultivo, que conta com a presença dos próprios usuários”, disse o superintendente do Grupo Neves, Luís Livéri. 

Ele ainda lembrou que o Conselho Consultivo é composto por até dez pessoas: ex-pacientes do hospital ou outros usuários das demais unidades, cuja proposta é trazer as melhores sugestões nas áreas de urgência, de internação e de hotelaria, além de poderem acompanhar as ações voltadas para a melhoria contínua dos serviços. 

No Hospital Nossa Senhora das Neves, o Conselho Consultivo atua de forma decisiva e pela ação coletiva que o hospital trouxe melhorias, como o “Faz em 21”, por meio do qual se estabeleceu um fluxo único no setor de urgência, em que o paciente não deve ultrapassar os 21 minutos, para estar sendo diagnosticado. “Nos casos graves, esse fluxo é quebrado e o paciente é atendido mesmo antes do cadastro”, informou o superintendente. 

A maioria das pessoas, quando quer desqualificar um prato pronto, recorre à comparação com o que se come no hospital. Mas esse conceito de “sem graça, sem gosto e sem cor” está com os dias contados, graças a mais uma intervenção do Conselho Consultivo. 

Para Luís, a maior parte dos hospitais, no Brasil, tem alguma reclamação quanto à alimentação servida em suas instalações, mas o HNSN quer superar a expectativa dos pacientes e dos acompanhantes. A partir dos próximos meses, o cardápio deverá ser diferenciado, mas continuará cumprindo os critérios de uma dieta balanceada e adequada. “Queremos que as refeições servidas no HNSN sejam saborosas e atrativas, mesmo com todas as restrições necessárias”. 

GOVERNANÇA – Dentro do conjunto do modelo de gestão do Grupo Neves, a principal base é a governança corporativa. Nosso Conselho já começou com um modelo independente, com membros que possam agregar conhecimentos à Instituição. “Para isso, toda Diretoria executiva do grupo é composta por profissionais de mercado, capazes de executar as estratégias (ambiciosas) traçadas pelo conselho”, destacou Livéri. 

Ele lembrou que algumas das práticas são embasadas no Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em que se tem autonomia plena para a diretoria, dentro de perspectivas claras e direcionamento do conselho. “Outros aspectos que garantem a sustentabilidade do grupo são ações de cunho social, como transplantes, investimento em ações socioambiental e educação corporativa”. 

Se no HNSN todo cuidado e atenção são voltados para o paciente, a gestão também tem investido em cuidar de quem cuida. Para isso, por meio da Gestão da Profissionalização, vem-se apostando na capacitação corporativa, por meio da UniNeves, uma universidade corporativa que promove a melhoria contínua e a capacitação dos funcionários, garantindo a sustentabilidade do negócio. 

Internamente, as práticas básicas, como a reutilização de água para o jardim, a reciclagem e a destinação correta de resíduos sólidos são uma clara demonstração da visão do grupo em cuidar do meio ambiente. E como inovação faz parte do conceito dessa equipe, a meta da gestão é gerar, a partir do próximo ano, a própria energia do hospital, por meio de energia solar.  

O superintendente do HNSN também falou do Programa de Responsabilidade Social, mas disse preferir fazer mais e divulgar menos. Entretanto, afirma que tem patrocinado a prática desportiva na Comunidade São Rafael, vizinha do hospital. “Ainda neste segundo semestre de 2020, também foram ofertadas endoscopias para o SUS, além de mamografias e de outras ações, para a prevenção ao câncer de mama”, lembrou. 

REFERÊNCIA PARA COVID – Se, para ganhar uma guerra é preciso ter um exército preparado, o HNSN usou as mesmas armas e a expertise de hospitais de referência, no Sudeste do País, onde o pico de Covid tinha sido alcançado em primeiro lugar.  

Para isso, foi criada uma rotina de interação tanto com o Comitê de Gestão de Crise do Governo quanto com os grandes hospitais do Sudeste, além de contar com a Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP), que disponibilizou as melhores práticas mundiais no tratamento dessa nova doença. “Conseguimos desenvolver uma tecnologia, para prever os picos de demanda de pacientes e a projeção de utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), de medicamentos e de outros insumos que ficariam escassos”, completa o superintendente. 

 “Nós temos um orgulho muito grande de mencionar que não perdemos nenhum colaborador. Isso mostra que soubemos tratar, de forma coesa e com competência, os dias de grande demanda. Criamos a rotina de trabalhar sob a ótica da evidência científica. Olhamos muito os hospitais de referência nacional. Fomos mais conservadores e usamos modelos de tratamento que já vinham sendo feitos no Brasil”, lembrou Livéri. 

O superintendente do HNSN acredita que, se houver uma segunda onda da pandemia, tanto os médicos como as estruturas estão mais preparadas para lidar com a doença. 

EDALMO ASSIS 

O escritor Euclides da Cunha escreveu uma das frases ícones da literatura brasileira: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte’’. Isso reflete muito bem a vida do empreendedor e sertanejo de Patos Edalmo Assis, que aprendeu muito cedo a trabalhar e a ser visionário, para alavancar os seus negócios.  

Edalmo Assis começou as suas atividades como propagandista de laboratório farmacêutico e, em pouco tempo, fundou a Elfa, empresa criada pelo sertanejo natural de Patos, na capital paraibana, que, depois de 15 anos, ganhou o País. Inaugurada em 1989, leva as iniciais de seu nome: Edalmo Leite Fernandes de Assis. 

Há 30 anos, por meio do sonho do paraibano, a Elfa dava os primeiros passos na construção de uma empresa que mudaria o cenário de distribuição de medicamentos no Brasil. Deixou de ser uma empresa familiar e passou a uma gestão profissional, que conquistou novos territórios, chegando a ter a maior taxa de crescimento em seu segmento, no País, por vários anos, a partir da entrada no mercado do Sudeste. 

Com uma grande história, repleta de reconhecimento e de credibilidade perante o setor de saúde, o Grupo Elfa, hoje, é umas das empresas mais bem conceituadas no segmento de saúde nacional. Com o empreendedorismo fortalecido, em pouco tempo, outras empresas foram iniciadas, como Prescrita, ATMA, Opera, Efetiva e TDL. Logo a Elfa ultrapassou as fronteiras da Paraíba e da região Nordeste, tornando-se um dos maiores players (jogadores) na distribuição de medicamentos brasileiros. 

De representação a distribuição de medicamentos, Edalmo dedicou-se, com muito afinco, ao trabalho e foi nas andanças pelo Brasil afora que vislumbrou, na falta de leitos hospitalares, do Oiapoque ao Chuí, ou melhor, da Ponta do Seixas aos mais longínquos rincões deste País, uma oportunidade de construir o primeiro grande empreendimento, abençoado e inspirado na santa protetora dos pessoenses, Nossa Senhora das Neves, a quem homenageou, batizando o primeiro hospital da capital a já nascer gigante no conceito de inovar, com segurança, o serviço prestado ao paciente. 

Edalmo Assis, que ocupa umas das cadeiras do conselho de Administração do Grupo Neves, contou que teve, na sua carteira de clientes, vários hospitais em quase todo o território nacional, o que permitiu que ele percebesse uma grande deficiência de leitos, tanto na rede pública como na privada. “A partir dessa realidade, associada ao sucateamento das estruturas e em reflexão com o meu filho Elmo, ocorreu-nos a ideia de trazer para a Paraíba um complexo hospitalar moderno, eficiente, tendo como principal objetivo prestar um melhor atendimento às pessoas”, disse. 

 O orgulho e a satisfação de conceber e de tornar real o Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN) podem ser facilmente percebidos na expressão facial do empreendedor, ao falar de sua cria que, segundo ele, vem se destacando, na Paraíba e no Nordeste, como referência na área hospitalar, tendo-se tornado, hoje, pioneira em serviços e em rotinas, no Estado, como o transplante de medula óssea, o prontuário eletrônico, entre outros. 

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